Abraço. Vejo que são tantas as vezes que nos deparamos com situações nas quais abraçamos varias pessoas, uma após outra e uma alegria contagiante vai nos invadindo e vamos dandos continuidade a esse processo de abraços e cumprimentos e em nossos rostos os cantos de nossos lábios começam subindo aos poucos dando forma a sorrisos cada vez mais abertos e acabam-se as pessoas para se abraçar e “ahhhhhhh!”, pronto, a nostalgia passa e voltamos ao estado inicial. Mais afinal, o que é um abraço?
Um simples momento de nostalgia?
O dicionário nos trás a grosso modo como o envolver dos braços. Seguindo, a cultura popular, abraço é um modo de cumprimentar, as vezes uma demonstração de afeto e/ou saudade e por ultimo e não menos importante a cultura religiosa, que nos trás o abraço como a demonstração de comunhão para com seus “irmãos'”.
Comunhão, sobre isso que gostaria de falar um pouquinho. Nos parece uma palavra tão simples, afinal “porque eu? eu tenho comunhão com meus irmãos!”. Mais na verdade vejo que a comunhão hoje, na maioria das vezes, é limitada por nós subconscientemente a “conhecer de longe” o seu colega de igreja.
Essa semana ao ler uma parte do livro de Juízes um MINÚSCULO versículo, por algum motivo que ainda não sei o qual, me chamou MUITO a atenção: Após Deus determinar a Judá que fosse lutar, Judá diz a Simeão “Luta comigo contra os meus inimigos e contigo eu lutarei contra os seus também”.
Naquela época essa proposta direcionada a mim significaria que o meu pescoço estaria dentre os alvos do inimigo do meu amigo. O preço da vida, a proposta de perder a minha cabeça pra ajudar meu irmão. Judá não pediu uma carona, nem a “grana da gasolina” pediu muito mais do que pedem à você uma vez ou outra.
E Simeão foi, e assim mostrou pra Judá que seu “abraço” era verdadeiro.
Hoje em dia, não nos envolver ou dar a famosa desculpa nos gera a possibilidade de uma válvula de escape perfeita e eficaz para simplesmente deixar de lado quando tal necessidade não se faz presente em nossa “lista de importâncias!”.
Refletindo sobre tudo isso vejo que a Bíblia e muitas pessoas nos dizem a todo momento que tem “O Cara lá encima” que esta sempre de braços abertos. Eu não sei, posso estar enganado mas, você já pensou que ele pode estar esperando um abraço? Mas não o seu cumprimento de sempre, um abraço verdadeiro?
/rAid
Abraça-me (André Valadão)
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